A ESEULisboa promoveu, no dia 17 de setembro, uma iniciativa dedicada à preparação dos estudantes para as provas públicas de Mestrado, através da utilização de Inteligência Artificial (IA), Realidade Virtual (RV) e simulação imersiva.
A iniciativa integrou-se no projeto de investigação do CIDNUR PedPPAC – Pedagogia em Provas Públicas Académicas, distinguido com o 1.º Prémio de Inovação Pedagógica da ESEL, em 2025, e teve como responsáveis as docentes Carla Nascimento e Ana Ramos.
Realizado no Edifício Artur Ravara, o programa contou com a participação de 42 estudantes dos Cursos de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica, nas áreas de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, Enfermagem à Pessoa em Situação Crónica e Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa, e incluiu também a participação de alumni dos três cursos.
A sessão teve início com uma sessão informativa e um momento de storytelling com alumni, que partilharam as suas experiências, estratégias, dificuldades e aprendizagens associadas à realização das provas públicas. O programa incluiu ainda a apresentação de exemplos de provas públicas nas diferentes áreas de especialização.
Treino de comunicação oral com Realidade Virtual
Na componente de Realidade Virtual, os estudantes utilizaram a plataforma VirtualSpeech para realizar exercícios de comunicação oral em cenários imersivos, simulando situações de apresentação perante uma audiência.
A atividade permitiu trabalhar competências de comunicação e apresentação em público, através de uma experiência prática seguida de momentos de debriefing e reflexão sobre o desempenho.
Inteligência Artificial aplicada à escrita científica
A componente de Inteligência Artificial centrou-se no desenvolvimento de competências de escrita científica, através da utilização de um tutor pedagógico de IA, o Mestry.
Os estudantes trabalharam competências relacionadas com a redação, síntese e estruturação de textos científicos, explorando também conceitos de prompt engineering. A atividade incluiu a análise e validação crítica dos conteúdos gerados pela IA, com especial atenção ao rigor metodológico e à integridade académica.
Esta abordagem procurou não só explorar as potencialidades da Inteligência Artificial enquanto ferramenta de apoio à aprendizagem, mas também promover uma utilização crítica, responsável e consciente destas tecnologias.
Uma preparação ativa e centrada no estudante
A articulação entre simulação, tecnologias emergentes e partilha de experiências permitiu criar diferentes oportunidades para os estudantes experimentarem, receberem orientação e refletirem sobre o seu próprio desempenho antes das provas públicas.
Segundo as Professoras responsáveis pela iniciativa, “a preparação dos candidatos para as provas públicas não deve começar apenas nos dias que antecedem a sua realização”. A criação de oportunidades de aprendizagem progressiva permite desenvolver competências como a comunicação oral, a apresentação em público e a autorregulação, tornando a preparação para este momento académico uma experiência mais ativa e centrada no estudante.
A iniciativa reforça, assim, a articulação entre investigação e inovação pedagógica, explorando o potencial da Inteligência Artificial e da Realidade Virtual na criação de novas experiências de aprendizagem no ensino superior.